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Quarta, 02 Julho 2008 12:03 |
ENGODOS E TÉCNICA:

É uma técnica de grande utilidade e, em muitos pesqueiros de costa, é mesmo a melhor solução, da escolha do pesqueiro aos segredos da pesca.
Hoje em dia é extremamente fácil sabermos com alguns dias de antecedência as condições climatéricas e o estado do mar, utilizando por exemplo o www.windguru.com ou o https://www.fnmoc.navy.mil/, que nos dá uma belÃssima previsão de uma semana. Com o mar de ondulação de 1 a 2 m e vento fraco, teremos as condições ideais para realizar boas capturas. Uma jornada de pesca deve ser iniciada normalmente com uma observação de um local na baixa-mar, para nos certificarmos de que o peixe anda no local. Podemos observar nos laredos se o marisco anda a ser comido pelo peixe nesse locais e podemos observar as zonas de pesca, e as pedras onde vamos pescar, de maré vazia. É uma mais valia conhecermos bem um pesqueiro e essas leituras fazem-se de maré vazia ou com alguma experiência adquirida.
ISCOS E ENGODOS:
Pessoalmente, apanho sargos o ano inteiro, pura e simplesmente engodando com sardinha e pescando com os lombos da mesma (só os lombos, sem pele) e camarão; nunca senti necessidade de usar ouriço, barrigas de lapa ou mexilhão, mas a meu ver na pesca ao sargo existe uma tão ampla área de utilização de engodo e iscos como a sardinha (base de engodo, como isca temos os lombinhos, filetes e tripa), camarão, ralos, barrigas de lapa, burriés, mexilhão (base de engodo e isca), ovas de ouriço (base de engodo e isca), lula, amêijoa, perceve, minhocas todo o tipo, búzios, etc.

A minha lista de iscos é muito curta, pois, actualmente, só utilizo sardinha e camarão, por vezes utilizo ralos, uma isca que não é muito fácil encontrar pelo PaÃs, normalmente nos estuários dos rios podemos apanhá-los com o auxÃlio de uma bomba. A sardinha é a base do engodo, utilizo por vezes os lombinhos da sardinha, que são um autêntico manjar para os sargos.

A tÃtulo de curiosidade, quando verificamos na zona do abdómen do sargo existem mexilhão ou perceves, podemos utilizar o camarão ou os ralos, já que o peixe anda a mariscar. Quando na zona do abdómen encontramos uma espécie de algas, deveremos utilizar a sardinha como isco. A sardinha talvez seja a mais importante pelo seu enorme papel de chamariz de peixe (engodo), além de um excelente isco. Para esta pesca de laredos, peões ou lavadiços, é indispensável.
Dependendo muito da época do ano, existem condições que por vezes me levam a utilizar o engodo moÃdo. Como ponto positivo, não temos o problema de ter aves a picar literalmente para a água, na área onde vamos pescar; mas, por vezes, o engodo moÃdo tem um problema: como é mais forte, chama as bogas, as cavalas e as tainhas.
Existe uma técnica muito vantajosa em termos de engodo, o engodar à mão, consiste simplesmente em pegar numa sardinha e na zona da cabeça inserir os polegares de modo a retirar a carne, ficando a cabeça e a espinha para dar às nossas amigas gaivotas.
Por vezes, é bom saber para onde irá correr o engodo, eu utilizo uma ou duas cabeças de sardinha para esse fim, já que ficam a flutuar na água e rapidamente vemos para onde a aguagem as leva. Do mesmo filete, podemos, com o auxÃlio dos polegares, retirar os dois lombinhos que cada sardinha tem para iscar. Com a parte que sobra da sardinha, iremos começar a engodar à mão, isto é, retiramos pequenos bocados do filete e jogamos para o local onde queremos pescar. Convém não abusar, pois temos o enchente todo para o fazer. Por exemplo, quando chego a um pesqueiro engodo à mão com quatro a seis sardinhas, monto a cana, jogo mais duas, fumo um cigarro e começo a pescar.
É de salientar que este tipo de engodo traz bom peixe ao pesqueiro; por vezes somos brindados com bons robalos e douradas que vêm aos bocados de engodo e os seguem até ao local onde pescamos. As partes negativas desta técnica de engodo são: por vezes, espetamos espinhas de sardinha nas mãos; e, ao contrário do engodo moÃdo, este atrai as gaivotas a aterrarem no local onde estamos a pescar.

Claro que se tivermos boas iscas mas não soubermos engodar ou se engodarmos mal, o peixe poderá lá estar mas teremos bastantes mais dificuldades em fazer boas capturas. Deveremos, em qualquer das duas técnicas (engodo moÃdo ou à mão), ter uma cadência de mais ou menos três a cinco minutos, dependendo dos peixes que formos capturando. Por vezes, o peixe bate mais na água ou larga sangue, e nesse caso deveremos suspender a pesca por uns minutos e engodar: como é um tipo de pesca bastante rápido e feito com muito pouca água, por vezes devemos ser rápidos a tirar o peixe da água.

Podemos também, de um pesqueiro, fazer dois ou três, basta engodar noutros sÃtios e ir variando de locais; a meu ver, esta é uma das melhores técnicas, que não castiga muito o peixe e este sente-se mais à vontade. Esta técnica consiste basicamente em trazer o peixe ao pesqueiro, com o auxÃlio do engodo consegue colocar-se o peixe em sÃtios de pouca água. Na grande maioria das vezes, ele já se encontra no pesqueiro, já que este tipo de pesca é feito em pedras que de maré-cheia ficam debaixo de água ou quase submersas.

A principal caracterÃstica destes pesqueiros é a de terem muita comida, mexilhões, perceves e carepas (base alimentar dos sargos), o peixe que podemos capturar com esta técnica é o mesmo que podemos apanhar em terra, com esta pesca podemos melhorar substantivamente a captura de sargos e safias, mas por vezes podemos ter a sorte de capturar robalos e douradas, já que o engodo que utilizamos é unicamente a sardinha.

São bons exemplos de pesqueiros deste tipo as zonas limÃtrofes a praias ou pesqueiros que tenham muitos ‘lavadiços’, zonas de fendas na rocha são uma boa escolha. Como sabemos, o Inverno traz os mares incertos e de ondulação significativa, pelo que nestas alturas vale mais escolher um pesqueiro em terra. Não existe uma época concreta, todo o ano se pode praticar este tipo de pesca, tendo em conta o estado do mar, obviamente.

MATERIAIS:
O tipo de canas que se pode utilizar neste tipo de pesca é muito vasto e fica ao critério de cada um. Já pesquei com todo o tipo de canas, mas defendo que uma boa cana, com seis metros, com argolas, seja uma boa escolha. Até as canas de pesca ao tento são utilizáveis neste tipo de pesca; no entanto com um pequeno senão, a meu ver: como teremos de utilizar na pesca do tento um fio de diâmetro 0.28 a 0.33, para conseguirmos trabalhar bem o peixe, essa decisão, na minha opinião, tem dois pontos negativos:
• a utilização de fio mais grosso; • no caso de prendermos um bom exemplar, como uma dourada ou um robalo, ficamos limitados, já que não podemos dar fio ao peixe.
Podemos contornar facilmente estes dois pontos com a aquisição de uma cana de seis metros e um carreto não muito sofisticado, já que este tipo de pesca é feito perto da linha de água não é necessário ter um grande carreto. Com o conjunto cana/carreto, poderemos usar um fio mais fino, tipo 0.25, e no caso de termos um bom exemplar ferrado o carreto irá fazer o seu trabalho, o que é uma grande mais valia.
Para concluir, creio que se deve dar um especial relevo à segurança, pois é um ponto que não se deve menosprezar: nenhuma vida vale uma aventura ou uns quilos de peixe. Verifique o estado do mar, assegure-se de que o mar não está falso, observe-o por uns bons minutos, vejam os setes da ondulação (principalmente no Inverno) e tenha atenção ao calçado que usa e às descidas em falésias: este tipo de pesca é bastante mais exigente, fisicamente, do que a pesca em falésias.
MATERIAL QUE USO NUMA BOLSA DE CINTURA:
• bobine de fio 0.28 ou 0.30 para pesca á Francesa, vulgarmente conhecida como pesca do tento; • bobine de fio 0.25, para estralhos, quando não pesco directo com o mesmo fio; • chumbos de aperto (diferentes tamanhos para calibragem de bóias ou de estralhos); • chumbos de correr, para calibragem de estralhos; • 2 bóias tipo peão, calibradas; • 2 bóias mais finas; • meia dúzia de chumbadas de 20 e 30 g, não vão os robaletes e as douradas aparecer; • uma caixa de anzóis nº 1 e alguns do tipo chinú. • Uso um saco estanque onde coloco a cana, a bolsa, um saco de rede e um balde de sardinha e camarões; e, claro, não dispenso o meu fato de neoprene de 5 mm nestas jornadas...
DESTAQUES:
Uma jornada de pesca deve ser iniciada normalmente com uma observação de um local na baixa-mar, para nos certificarmos de que o peixe anda no local.
Quando o abdómen do sargo tem mexilhão ou perceves, podemos utilizar o camarão ou os ralos, pois o peixe anda a mariscar; quando encontramos uma espécie de algas, deveremos iscar com sardinha.
Por vezes, é bom saber para onde irá correr o engodo. Eu utilizo uma ou duas cabeças de sardinha para esse fim, já que ficam a flutuar na água e rapidamente vemos para onde a aguagem as leva.
Nesta pesca, a noção do estado do mar é essencial, não só pela eficácia da pesca, mas também pela segurança.
Este tipo de engodo traz bom peixe ao pesqueiro; por vezes somos brindados com bons robalos e douradas que vêm aos bocados de engodo e os seguem até ao local onde pescamos.
Podemos também, de um pesqueiro, fazer dois ou três, basta engodar noutros sÃtios e ir variando de locais; esta é uma das melhores técnicas, que não castiga muito o peixe e este sente-se mais à vontade. |
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Escrito por Administrator
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Quarta, 18 Junho 2008 09:01 |
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Já se encontra à venda na Loja Maresia a nova cana da Banax Kaigen Boat 3.30m É uma cana excelente para pescar em qualquer tipo de mar, aos grandes predadores. Não perca esta oportunidade só na loja Maresia |
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Actualizado em ( Quarta, 18 Junho 2008 09:10 )
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O robalo e os iscos Artificiais |
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Escrito por Administrator
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Quarta, 16 Abril 2008 20:58 |
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O Robalo é um dos peixes que mais luta dá na pesca com artificiais , contudo, a sua pesca é por vezes bastante técnica, pois muitas vezes temos de colocar a amostra em locais bastante rochosos, sendo necessária uma grande precisão no lançamento, desviando a amostra das rochas e obstáculos que existam. São peixes predadores que adoptam comportamentos variados consoante as condições do meio ambiente, tendo uma grande influência a lua, o clima e o habitat. 
Este peixe é um especialista em emboscadas e os locais mais prováveis de os capturar são junto a extruturas rochosas e mesmo artificiais que se encontrem dentro de água e nos cursos de água que têm saida para o mar. No entanto, é possivel capturá-los por toda a costa portuguesa, principalmente de Novembro a Fevereiro.
Da experiência que tenho as melhores pescarias foram feitas perto do meio dia e tenho vindo a reparar que as melhores capturas ocorreram com a lua cheia.
É sabido de um modo geral, que as melhores horas são as primeiras da manhã e as últimas da tarde, por isso o que tem acontecido comigo não pode entrar na estatÃstica.
A melhor altura para os pescar na minha opinião é a seguir aos dias de grande agitação maritima ou antes do embravecimento do mesmo, pois tal como os pássaros prevêm tremores de terra os peixes sabem que se o mar embravecer nao podem vir para terra comer. Logo esses dois momentos são de extrema importância, não só para o robalo como também para a maioria dos peixes.
O robalo pode ser apanhado com amostras de superficie, meia água e fundo, a cor das amostras que se deve usar depende essencialmente das condições climatéricas. Se a temperatura da água for entre os 16 e os 20º é mais provavel capturá-lo à superficie, menos de 16 graus o robalo vai mais para o fundo, sendo as amostras de meio fundo e fundo eficazes. Apartir dos 10º o peixe nao encosta e muito dificilmente se consegue a captura.

Há 3 factores que são essenciais para ser bem sucedido numa jornada de pesca com artificiais e são eles:
Movimentação do artificial : O artificial deve estar sempre em movimento, assemelhando-se à um pequeno peixe a nadar.
Movimentação do pescador: Na pesca com artificiais, o pescador deve procurar o peixe e não fixar-se num sÃtio só, procurar locais perto de rochas e com espuma.
Precisão do lançamento: Mais importante do que em qualquer outra modalidade na pesca, a precisão de lançamento é crucial para o sucesso de uma pescaria aos robalos porque temos de saber reconhecer os melhores locais e lançar muitas vezes entre as pedras ou para cima das mesmas, a menor falha determina a perca do artificial e o insucesso da pesca.
Os artificiais com mais sucesso na nossa costa são os pingalins, os raglous e os peixes de fabrico Nacional pequenos peixinhos de borracha que dentro de água provocam a histeria dos nossos amigos robalos.
Normalmente em águas escuras ou tapadas as cores mais utilizadas são os laranjas, vermelhos e amarelos, por sua vez, em aguas abertas as cores verdes, brancas, cinzentos, pratas e pérolas têm melhores resultados.

São normalmente utilizados com boia deágua o que faz o peixe nadar à superficie da água, e com chumbada para colocar o peixe a nadar no fundo.
O nylon tem de ser de boa qualidade e com alguma espessura eu uso 0.36mm de cor transparente com bons resultados.
Normalmente a boia de água é usada nas primeiras horas da manhã e nas ultimas do dia até ao escurecer, por sua vez o uso da chumbada é utilizado quando o sol está mais alto. Desta forma pode-se concluir que o robalo não é muito amigo do Sol.
Há também outros artificiais muito utilizados na pesca ao robalo vou dar exemplos de alguns:
Poppers

São artificiais que têm a cabeça cortada que, quando bem trabalhadas, imitam um peixe a caçar à superfÃcie da água. Poucos são os artificiais desta categoria que têm uma acção própria e é habilidade do pescador que provoca o interesse do robalo por este artificial. Devem ser trabalhadas com pequenos toques com a ponteira da cana, com intervalos durante a recuperação.
O seu uso é mais eficaz em águas com pouca profundidade, são muito usados no verão e têm muito sucesso nas famosas pescarias nocturnas.
Em águas claras e calmas deve-se trabalhar com suavidade para atenuar os ruÃdos, ao passo que, em águas turvas, os movimentos devem ser mais enérgicos para acentuar o ruÃdo produzido pelo seu funcionamento.
Floating Minnow

São artificiais com uma barbela na boca que as faz afundar e imitar um peixe a nadar. Se não houver tracção ou movimentos o artificial tende a subir e manter-se à superfÃcie. Gosto especialmente destes artificiais principalmente Yo-zury, Maria-Angel Kiss e Duel.
Estes artificiais trabalham-se essencialmente de duas formas: Se nos encontrar-mos a pescar em zonas rochosas ou com vegetação e sem vento, o trabalhar da cana com pequenos toques e rápidos de ponteira, cria uma agitação na água que é uma tentação para o robalo, se o associarmos então ao trabalho de recolha continuo, vamos com alguma certeza estar a despoletar o apetite voraz de um dos predadores mais apreciados da nossa costa. Por outro lado se o vento está forte e a agitar a superfÃcie da água teremos de agir de forma diferente, recolher o artificial de modo continuo levando-o a manter-se a meia água, será desta feita, a melhor estratégia a considerar.
Sinking Minnow

Ao contrário das floatings, as sinkings afundam quando paradas.
Esta caracterÃstica pode ser explorada em ocasiões onde as águas são mais profundas. Nunca explorei estes artifÃciais mas penso que são uma boa aposta para pesqueiros com grandes profundidades.
Colheres

Estas são feitas vulgarmente de um pedaço de metal, que com seu brilho e reflexo por acção dos raios solares conseguem despertar o interesse dos peixes, que as atacam com voracidade.
As colheres são metálicas e podem ter vários formatos, achatadas, redondas, ovais, bicudas e que vêm com um ou mais anzóis..
O primeiro artificial deste tipo foi uma colher comum, cujo cabo foi cortado e o anzol preso por um parafuso passando pelo olho.
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Actualizado em ( Quinta, 17 Abril 2008 10:22 )
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